autoria:
Dra. Elenir Caramel
Dra. Teresa Sacchetta

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GUIA DE INFORMÁTICA BÁSICA

Noções básicas | Processador | Memórias | Multimídia | Periféricos | Softwares

NOÇÕES DE HARDWARE E SOFTWARE

O equipamento necessário para fazer do seu computador um auxiliar eficiente é basicamente composto por duas partes principais: o hardware e o software.

Hardware é o equipamento físico (visível e palpável). Um monte de fios, placas de circuitos integrados, o monitor de vídeo, a impressora, etc. O software é o conjunto de programas que faz a máquina funcionar e permite que se obtenha o resultado desejado de seu processamento. Compare com um eletrodoméstico comum, como, por exemplo, o liqüidificador. A máquina isolada não faz nada (além de barulho). É o hardware. Tendo em mãos uma receita e alguns ingredientes, pode obter-se um resultado palpável. A receita e os ingredientes são comparáveis ao programa e aos dados de entrada, respectivamente. É o software. Mudando-se o software obtem-se um resultado diferente, usando o mesmo hardware.

 

UNIDADE DE PROCESSAMENTO (CPU)

Também conhecida por CPU (do inglês central processing unit), esta unidade é o circuito eletrônico que faz o processamento dos dados. Quanto mais potente for este microchip, maior será a velocidade com que o computador trabalhará com os dados. As máquinas costumam ser designadas de acordo com esta peça: no mundo dos IBM-compatíveis (também conhecidos por PC, ou personal computers), um PC-386 usa a CPU tipo Intel 80386 e um PC-486 a CPU tipo Intel 80486. Seguindo a lista, temos o Pentium (equivalente ao 586), que é o mais potente desta série de chips. Estas unidades também são classificadas de acordo com a velocidade do seu ciclo de processamento (clock), que é medida em MHz. Quanto mais poderoso o chip, maior poderá ser esta velocidade. Uma CPU do tipo Pentium sempre é mais veloz que uma do tipo 486, que por sua vez, supera a do tipo 386.

 

UNIDADES DE ARMAZENAMENTO (MEMÓRIAS)

Os dados com os quais trabalhamos diariamente (textos, planilhas, bancos de dados, desenhos, etc) precisam ser, de alguma forma, armazenados para que possamos consultá-los ou alterá-los posteriormente.

Os vários dispositivos de armazenamento de dados diferem em relação à velocidade de leitura e gravação, portabilidade, capacidade de armazenamento, durabilidade e custo. A grande variabilidade dessas características faz com que cada dispositivo tenha uma indicação de uso. Assim, um disquete é barato e pode ser levado a qualquer lugar, mas não possui grande capacidade de armazenamento. Por outro lado, um disco rígido (ou "winchester") pode guardar uma grande quantidade de informações, mas, por ficar conectado ao computador, perde em portabilidade. Estão começando a aparecer no mercado alternativas para facilitar o transporte de maior volume em discos, a custo mais acessível.

A quantidade de memória disponível é medida em bytes sendo os seus múltiplos o kilobyte (Kb, equivale a 1024 bytes), o megabyte (Mb, 1024 Kb) e o gigabyte (Gb, 1024 Mb).

Diversas unidades num computador cumprem essa função de armazenamento de informações, destacando-se a ROM, unidades de disco (disco rígido, disquetes e CD-ROM) e RAM

ROM (Read Only Memory)

Do inglês read only memory, é um tipo de memória gravada pelo fabricante do equipamento, não podendo ser modificada pelo usuário do computador. Vem com um pequeno programa que faz o mínimo para o computador entrar em funcionamento quando é ligado. Equivale ao nosso "programa biológico", que faz com que respiremos ao nascer e fornece o reflexo de sucção. O resto nós aprendemos depois. Normalmente não precisamos nos preocupar com esse tipo de memória.

Disco Rígido

Também conhecido por hard disk (HD), este dispositivo possui uma grande capacidade de armazenamento de dados que ficam guardados mesmo quando o computador é desligado.

A capacidade dos discos hoje em dia vai de centenas de megabytes até alguns gigabytes. Pense num mínimo de 1.2Gb se você pensa em comprar um micro. Uma característica desse tipo de disco é que os dados gravados podem ser recuperados para a memória RAM, modificados e novamente gravados inúmeras vezes.

Disquetes

Também conhecidos por floppies e às vezes por discos flexíveis, são a versão menor dos discos rígidos.

Têm a vantagem de ser removíveis, quer dizer, você pode tirar os dados da máquina (para protegê-los, escondê-los ou simplesmante transportá-los para outro microcomputador). Existem em dois tamanhos: os de 5¼ e os de 3½ polegadas, estes últimos mais modernos. As capacidades de armazenamento são muito mais modestas que os discos rígidos, situadas, no momento, em 1,22 e 1,44Mb, respectivamente.

RAM

Do inglês random access memory, é a partir desta memória que ocorrem as operações da CPU. A memória RAM pode ser reescrita quantas vezes quisermos, mas os dados guardados nela são apagados quando se desliga o microcomputador. Daí a necessidade de guardar (salvar) o resultado do processamento no disco rígido antes de desligá-lo. A razão da existência e importância da memória RAM está na sua velocidade de leitura dos dados, que é muito maior que a do disco rígido ou dos disquetes. Imagine o disco rígido como a sua biblioteca e a memória RAM como sua escrivaninha. Os livros abertos na escrivaninha podem ser consultados muito mais rapidamente que os da biblioteca, mas como a escrivaninha é pequena, livros que não estão sendo usados devem ser fechados e guardados na biblioteca.

Os tamanhos típicos de memória RAM são 8, 16, 32Mb e assim por diante. Na escolha do seu micro, esta especificação é quase tão importante quanto a da CPU. Muitas vezes, a simples adição de mais memória pode deixar o seu computador mais rápido, sem que haja a necessidade de trocá-lo por um modelo mais moderno.

Drive de CD-ROM

Usa a tecnologia do compact-disc (laser) para ler dados especialmente gravados pelo fabricante. Como o próprio nome diz (ROM-Read Only Memory), esse meio não se presta à regravação de informação, embora já existam alguns gravadores de CD. Em algumas situações, o uso de disco laser gravável uma única vez (CD-R) merece consideração, principalmente nas situações em que a documentação legal da informação é importante, ou nos casos em que é desejável segurança no armazenamento dos dados como interferência de dados por ondas magnéticas.

Não confunda CD-ROM com o termo multimídia. O primeiro é nada mais que um dispositivo de armazenamento de dados, enquanto que multimídia é o uso combinado de vídeo, imagem, som e texto numa só aplicação. Devido à sua grande capacidade de armazenamento, baixo custo e grande portabilidade, os CD-ROM têm sido muito usados na distribuição de aplicações multimídia, daí vindo a confusão.

Várias publicações médicas já se encontram disponíveis em CD-ROM, sendo adquiridas por assinaturas periódicas (o melhor exemplo é o do New England Journal of Medicine). A base de dados Medline também é distribuída em CD-ROM, contendo os resumos de todos os artigos científicos da área médica indexados desde a década de 60. A aquisição também se faz por meio de assinatura e as atualizações são de quatro em quatro meses.

Zip Drive

Um exemplo de novo lançamento, para tentar minimizar o problema de armazenamento de dados a custo acessível, é o Zip drive. Usando uma tecnologia híbrida (magneto-óptica), os Zip drives são capazes de armazenar até 100Mb (70 vezes mais que um disquete) em cada disco de 3½ polegadas, o mesmo tamanho de um disquete. Este dispositivo possui grandes vantagens em relação aos disquetes convencionais: têm razoável capacidade de armazenamento, maior durabilidade, boa portabilidade, mas a preço ainda não tão baixo. A tendência é que, com a queda de seu custo, os Zip drives venham a substituir os tradicionais, mas obsoletos, floppy disks.

 

KIT MULTIMÍDIA

A multimídia é uma das tecnologias chaves que influenciará a maneira como os computadores serão usados nos próximos anos. Os sistemas de multimídia vão além das atuais combinações típicas de recursos gráficos e texto, mas eles acrescentam som e computação gráfica, especialmente animação e suporte para vídeo analógico e digital. Executam toda uma variedade de programas que variam desde livros "falantes" até banco de dados com armazenamento de imagens de vídeo para auxiliar na criação de músicas.

Para que o seu computador possa "ler" estes programas, deve ser, no mínimo, equipado com uma placa capaz de reproduzir som estéreo com qualidade de CD. Como a maioria dos programas que usam recursos de multimídia são distribuídos em CD-ROM, também deve ser adquirido um drive capaz de lê-los. Os kits multimídia são a melhor opção para os interessados em ter estes recursos, pois incluem a placa de som, o drive de CD-ROM, caixas de som portáteis e ainda alguns programas em multimídia (jogos, enciclopédias, entretenimento, etc).

Além disso, os componentes são do mesmo fabricante, facilitando a instalação e evitando incompatibilidades. Atualmente, encontra-se drives de velocidade 4X, 6X, 8X, 10X, 12X (melhor custo - benefício no momento) e até 16X. O número de títulos que acompanham o kit também deve ser verificado. Alguns modelos de computador vêm de fábrica com equipamento para multimídia instalado, com a vantagem de já estarem prontos para o uso.

O aparecimento da multimídia é resultante dos avanços tecnológicos dos microcomputadores, que começaram a executar os programas com velocidades cada vez maiores, associados à evolução dos ambientes gráficos, como é o caso do Windows 3.1, Windows 95 para os microcomputadores IBM PC compatíveis.

 

UNIDADES DE ENTRADA/SAÍDA (PERIFÉRICOS)

Não adianta ter uma CPU e memória se não houver meios de colocar os dados no micro e retirar o resultado. Existe a necessidade de dispositivos que cumpram este papel. Os principais são teclado, mouse, monitor, impressora, scanner e modem.

Teclado

É um dos meios básicos de entrada de dados num microcomputador. Com o teclado podem ser introduzidos textos, tabelas de números, listas de dados. Também os comandos são feitos através do teclado. O teclado de um microcomputador é muito parecido com o de uma máquina de escrever, só que tem mais teclas. Procure um teclado com 'ã' e 'ç' já impressos nas teclas, pois agiliza em muito a digitação.

Mouse

Pequena peça deslizante que movimenta uma flecha no monitor. Com ele você pode apontar comandos na tela e ativá-los pressionando (clicando) seu botão esquerdo. Tornou-se fundamental com a criação das interfaces gráficas, onde grande parte dos comandos são acionados com o uso do mouse.

Monitor

É a tela do microcomputador, onde você pode ver o resultado do seu trabalho. Pode ser colorido, monocromático, de baixa ou alta resolução (resolução é o número de pontos que podem ser colocados numa determinada área: quanto maior a resolução, mais nítida é a imagem mostrada). VGA e SVGA são os tipos de monitor para uso pessoal mais encontrados (o SVGA é o de maior resolução).

As imagens que aparecem na tela do monitor são geradas por uma placa que fica no interior do computador. A quantidade de cores e a resolução que o seu monitor poderá apresentar também depende desta placa. Certifique-se de que a sua placa seja capaz de mostrar pelo menos 256 cores (o mínimo para a visualização de imagens médicas). Para isto, é necessário que ela tenha pelo menos 512 Kb de memória, mas aconselhamos aquelas de 1 a 2 Mb. 

Impressora

Produz cópia dos dados em papel - é um dispositivo de saída. As mais comuns são: matricial (barata, baixa resolução, impressão lenta, ruidosa); laser (cara, alta resolução, impressão rápida); jato de tinta (bom custo/benefício, alta resolução, impressão em velocidade intermediária).

Para uso em geral, as impressoras a jato de tinta são as mais indicadas. São menores, mais silenciosas e possuem uma qualidade de impressão satisfatória.

 Scanner

Os scanners são dispositivos de entrada que tornam o computador capaz de converter imagens, fotos e textos em sinais digitais, que então podem ser utilizados por processadores de texto e de imagens, entre outros aplicativos. Há 3 tipos de scanner: os manuais, os de mesa e os alimentados por folha.

Este último, é o menos comum e apesar de permitir imagens com maior precisão, só aceita folhas de tamanho normal. Já o manual, normalmente o mais barato, tem como limite de precisão a firmeza da mão do usuário, e, apesar da cabeça de varredura ser muitas vezes menor do que a página a ser "escaneada", eles têm programas capazes de combinar duas varreduras de meia página em uma única imagem.

O scanner de mesa tem como vantagens uma precisão maior do que o manual e a possibilidade de "escanear" materiais grandes como um livro, mas em contrapartida ocupa um grande espaço. É o mais indicado.

Modem

O modem é um dispositivo capaz de converter sinais digitais compreendidos pelo seu computador, em sinais analógicos, que trafegam pela sua linha telefônica (modulação), e vice-versa (demodulação). Daí o nome modem, formado pela contração desses dois termos (MOdulate-DEModulate). Podem apresentar várias taxas de velocidade de transmissão de dados, sendo o ideal modelos que operem a velocidades a partir de 28.800 bits por segundo (bps). Lembramos que, no Brasil, as taxas de transmissão atualmente são limitadas pela qualidade das linhas telefônicas, que nem sempre correspondem às expectativas do usuário.

Informativo

SOFTWARE

Um microcomputador pode ser usado em três níveis diferentes. Desta maneira, os softwares podem ser divididos em três categorias:

1. Software do Sistema ou Sistema Operacional

Para gerenciar todos os recursos de hardware e de software, necessitamos de uma certa organização nas tarefas que a máquina deve executar. Essa organização é dada por um tipo especial de software: o sistema operacional. Ele cria uma plataforma comum a todos os programas, funcionando como um elo entre o computador e os programas que nele rodamos.

O sistema operacional é consistuído por uma série de programas gravados no disco rígido que são levados à RAM (no jargão dizemos que os programas são carregados na memória) e "rodam" ou são executados assim que ligamos o computador. Assim que o sistema operacional entra em funcionamento, é feito um ajuste e checagem dos diversos periféricos e o sistema fica esperando comandos do usuário.

É o sistema operacional que recebe as ordens do usuário, traduzindo-as para uma linguagem compreensível pelo computador. Ele também traduz, em uma linguagem mais acessível, a resposta do computador aos nossos comandos. Resumindo, o sistema operacional pode ser considerado um intérprete e um gerenciador das atividades realizadas entre nós e o computador. Alguns exemplos de sistema operacional disponíveis no mercado são: Windows 95, DOS e OS/2.

2. Linguagens de programação e utilitários

São ferramentas utilizadas para construção de programas. Exemplos: Linguagem Visual FoxPro, Clipper, Dbase, Visual Basic, Delphi, C++, Dataflex, etc. É importante lembrar que você não terá necessidade de aprender uma linguagem de programação para utilizar um microcomputador, assim como não há necessidade de entender sobre a construção de um carro para saber dirigí-lo.

3. Programas Aplicativos

São os programas já elaborados, e em geral para finalidades específicas. Em seu conceito, são sistemas mais trabalhados que os dois anteriores. Esta é a categoria de médico, pois com pouco tempo software mais importante para um profissional de aprendizado, poderá obter resultados significativos.


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